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segunda-feira, 20 de maio de 2013

EXTINÇÃO DOS NEANDERTAIS




Olhos grandes podem ter levado à extinção dos neandertais

Olhos grandes podem ter levado à extinção dos neandertais



Um novo estudo britânico relaciona o desaparecimento do homem de Neandertal com o modo como o seu cérebro estava organizado. Mais informação visual, menores capacidades cognitivas. O novo estudo da universidade de Oxford e do Museu Nacional de História Natural de Londres defende a teoria da extinção do homem de Neandertal estar relacionada com o maior tamanho dos seus olhos.

Apesar do tamanho do seu cérebro ser similar ao do homem dos tempos modernos, a nova análise de fósseis de neandertais examinou o tamanho dos seus olhos, concluindo que por serem maiores o cérebro dedicava mais espaço e recursos à visão e menos ao processamento de informação.

A melhor visão era apropriada para as noites mais longas e escuras da época e regiões onde viveram, mas a falta de capacidades cognitivas pode tê-los tornado menos aptos para lidar com mudanças como a Idade do  Gelo. Capacidades que terão permitido aos homens dos tempos modernos criar roupas mais quentes e organizar-se em grupos sociais maiores.

Existiram durante 250 mil anos

As conclusões divulgadas na publicação científica "Proceedings of 
the Royal Society B" (de Ciências Biológicas), referem que os 
neandertais tinham "capacidades endocranianas significativamente 
menores", o que poderá ter levado à sua extinção há 28 mil anos.

Anteriores investigações analisaram o tamanho e forma do seu 
cérebro, mas não focaram as  diferenças no modo como este estava
organizado. Parente próximo do homem dos tempos modernos, 
considerado uma subespécie ou como uma espécie diferente do 
Homo Sapiens, o homem de Neandertal revelou, contudo, grandes 
capacidades de inteligência. Criou roupas e utensílios, utilizou o fogo
e enterrava os seus mortos com rituais. Existiu durante cerca de  250
mil anos e expandiu-se para fora da África, milhares de anos antes 
dos homens dos tempos modernos o terem feito.



Alexandre Costa

Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/olhos-grandes-podem-ter-levado-a-extincao-dos-neandertais=f793508#ixzz2NZMuaZdK

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PRIMITIVO COME CRU


Primitivo come cru
foto: Flickr/ NoIdentity – CC BY-NC-ND 2.0

      

Resultado de estudo brasileiro mostra que o desenvolvimento da habilidade de cozinhar teria sido decisivo para a evolução humana, por oferecer calorias para sustentar as necessidades diárias do metabolismo de um cérebro maior.


Estudo aponta papel limitador imposto pelas demandas metabólicas à evolução dos primatas e apresenta mecanismo inédito que explica o rápido aumento de tamanho do cérebro dos hominídeos de linhagem humana.

O que o homem tem que nenhum outro animal tem? Talvez um cérebro muito poderoso? Ou a capacidade de fala? Tudo isso pode ser verdade, mas foi possibilitado por algo mais fundamental: a habilidade de cozinhar. Pelo menos é o que aponta um estudo brasileiro publicado hoje na revista PNAS.

Comparando as necessidades metabólicas de diversas espécies de primatas, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro comprovaram que essas demandas representaram uma barreira para o desenvolvimento cerebral desses animais. 

A ingestão de alimentos cozidos pode ter sido o grande ‘pulo do gato’ evolutivo, que possibilitou o surgimento de cérebros maiores, como o nosso

A questão do tamanho do cérebro do homem tem intrigado a ciência há muito tempo. Em 2009,  um estudo do mesmo grupo responsável pela pesquisa atual derrubou o mito de que nosso cérebro teria um tamanho extraordinário. Ele concluiu que a proporção do cérebro humano em relação ao nosso corpo é semelhante à encontrada em primatas menores. Os resultados também mostraram que o cérebro do homem tem uma quantidade única de neurônios, cerca de 86 bilhões, mais que o de qualquer outro animal.

Essa revelação trouxe novas perguntas. Em especial, por que grandes primatas, como os gorilas, não obedecem a essa proporção e têm cérebros relativamente pequenos? Que fatores teriam limitado essa evolução? Essas foram algumas das motivações do estudo realizado pela bióloga Karina Fonseca-Azevedo em sua monografia de graduação, que gerou o artigo publicado hoje na revista PNAS.

Uma nova etapa do trabalho já está em andamento. Agora, em seu mestrado, Fonseca-Azevedo pretende utilizar o modelo desenvolvido para estudar outros ramos de mamíferos. A ideia é entender que tipos de limitações impediram que outras espécies conseguissem desenvolver cérebros com um número de neurônios comparável ao nosso.


Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/10/primitivo-come-cru

domingo, 29 de abril de 2012

EVOLUÇÃO NATURAL



        A necessidade de agarrar e transportar alimentos «raros e valiosos» terá levado os antepassados da espécie humana a tornarem-se bípedes, libertando as mãos e os braços para outras actividades e permitindo o desenvolvimento do cérebro, revelou um estudo.

        A investigação foi desenvolvida por um grupo de cientistas das universidades de Coimbra, Cambridge e Oxford, e começou por uma observação de chimpanzés na Guiné Conacri que detectou a adopção frequente da posição bípede (caminhar em dois pés) quando pretendiam carregar alimentos escassos e de que gostavam especialmente.

        Uma das cientistas que participou no estudo, Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra, explicou à agência Lusa que «quando se trata de alimentos mais raros e mais difíceis de conseguir, adoptavam mais frequentemente a posição bípede para conseguirem transportar o máximo possível, no mais curto espaço de tempo».


Henrique ANTUNES FERREIRA






Henrique Antunes Ferreira, jornalista/escritor
Lisboa, Estremadura, Portugal
Dos livros escritos, o primeiro de ficção (Abril 2008): «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola 1966/1968.

Por Antunes Ferreira, 27-04-2012
http://sexoforte.net/mulher/artigos.php?id=4390&w=agarrar_comida_fez_o_homem_levantar_se
Imagem e texto Internet

LUCY FOI DESTRONADA - Novos Achados


Antunes Ferreira

       Os nossos ancestrais bíblicos estão cada vez mais descredibilizados. O casal que foi alegadamente expulso do Paraíso terreal ...    entrou em derrapagem total, caiu no plano inclinado, não devido à insinuosa mas perigosa serpente, muito menos da maçã, meio utilizado para o pecado original ter homiziado Adão e Eva.

       Já não bastava ter aparecido um tal Darwin a defender que os homens (e, naturalmente, as mulheres) descendiam dos macacos (e, obviamente das macacas); outros apóstatas se lhe seguiram ...

       De provocação em provocação, cientistas de renome, em especial os arqueólogos antropólogos, vá de desencantar ossos das mais diversas dimensões e feitios, em cata dos seres que eram realmente os avoengos desta gente que nós somos. E, acredite-se ou não, provocaram uma verdadeira revolução, sobretudo a partir do momento em começaram a tentar descobrir a altura mais ou menos precisa em que os símios passaram a hominídeos, ainda sem usar gravata, muito menos Ipads. 

       Estava-se nisto quando a revista Science de anteontem publicou um artigo naturalmente científico em que era dada ao Mundo a novidade de que o possível ancestral do gênero homo era o Australopithecus sediba, sujeito que se balançava nas árvores como um chimpanzé, mas tinha dedos longos e hábeis para fabricar ferramentas, além de pés híbridos para caminhar erecto.

       Até agora, acreditava-se que o primeiro fabricante de tais apetrechos fosse o Homo habilis. Os estudos de 21 ossos de mão fossilizados encontrados na Tanzânia, que datam de 1,75 milhão de anos atrás, a isso tinham levado. No entanto – as adversativas são lixadas - um exame mais pormenorizado de dois esqueletos parciais fossilizados do citado Australopithecus sediba descobertos na África do Sul em 2008, sugerem que estas criaturas, que habitavam o planeta há 1,9 milhão de anos, elaboravam ferramentas e… quiçá até mesmo antes. 

     Após analisar a mão mais completa encontrada até agora, os especialistas concluíram que o Australopithecus sediba tinha um polegar extra-longo e dedos fortes, que teria usado para fabricar ferramentas, apesar de ainda ter um cérebro pequeno, similar ao do macaco. E não vale a pena sublinhar que se tratava de uma fêmea, porque as defensoras da igualdade plena ainda me levavam al paredón.

      Pelos vistos, o Sr. Charles Robert Darwin não errara muito quando em meados do século XIX convenceu a comunidade científica da ocorrência da evolução e enunciou a teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Pelo naturalista britânico fora dada a primeira grande machadada no casal pecador. Agora, os paleoantropólogos até já falam em fermentação evolutiva. A Lucy foi destronada.

        Está-se, assim, perante o exemplo mais gritante do que é a cena com milhões de anos, que preparou a famosa macacada, protagonizada pelos seres humanos.








Henrique Antunes Ferreira, jornalista/escritor
Lisboa, Estremadura, Portugal
Dos livros escritos, o primeiro de ficção (Abril 2008): «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola 1966/1968.

Por Antunes Ferreira, 11092011
http://sexoforte.net/mulher/artigos.php?id=3648&w=a_macacada
http://m.publico.pt/Detail/1511032
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/australopithecus-sediba-pode-ser-na-verdade-ancestral-direto-do-genero-homo

sábado, 28 de abril de 2012

LUCY: Espécie já andava em pé



Antunes Ferreira
Reconstrução a partir dos ossos encontrados


Um osso de Australopitecos encontrado na Etiópia confirma a teoria de que a espécie já andava em pé. A descoberta permite concluir que Lucy e os seus semelhantes passavam tempo de pé, ainda que andassem nas árvores.
O osso do pé com cerca de 3,2 milhões de anos encontrado em Hadar, na Etiópia, pertence à espécie semelhante aos humanos Australopithecus afarensis e apresenta uma forma em arco, fundamental para as deslocações bípedes.

«Trata-se de uma pista sobre a anatomia do pé e a sua função», explicou o director do Instituto das Origens do Homem, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, William Kimbel. O especialista adiantou que «é o quarto osso metatarso, que se localiza na parte média do pé e que ajuda a suportar os desenvolvidos arcos que vemos na sola dos pés dos homens modernos. O osso que foi recuperado em Hadar tem todas as marcas da forma e função do pé humano moderno».

Os paleocientistas sabiam que o Australopithecus afarensis passava a maior parte do seu tempo de pé, desde 1974 quando examinaram o primeiro esqueleto da espécie, também descoberto perto de Hadar, conhecido como Lucy.

Reconstrução do esqueleto de "Lucy"
No entanto, a ausência de importantes ossos dos pés em quase todos os espécimes descobertos impedia os investigadores de compreenderem quanto tempo Lucy e os seus semelhantes passavam de pé, relativamente ao tempo que passavam nas árvores.

Esta forma do pé permitiu que perceber que o Australopithecus afarensis se movimentava no terreno muito mais rapidamente, o que aumentava o acesso a outras fontes de alimento.

No entanto, os pés humanos são muito diferentes destes e de outros primatas. Apresentam dois arcos, um longitudinal e outro transversal, que incluem os ossos do meio do pé e são suportados por músculos nas solas dos pés.

Ao comentar esta descoberta, o professor Chris Stringer, um paleoantropólogo do Museu de História Natural de Londres, acentuou que os cientistas estão gradualmente a entender a posição de Lucy na história da origem do Homem.









Henrique Antunes Ferreira, jornalista/escritor
Lisboa, Estremadura, Portugal
Dos livros escritos, o primeiro de ficção (Abril 2008): «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola 1966/1968.




Por Antunes Ferreira , 14022011
http://sexoforte.net/mulher/artigos.php?id=2685&w=lucy_andava_em_pe

http://darwinismo.wordpress.com/2011/03/01/ciencia-confirma-que-lucy-andava-como-o-homem-actual/
Texto e ilustração Internet



LUCY: A mais antiga antepassada conhecida



Hominídeos usavam utensílios há 3,4 milhões de anos

Lucy

      Os antepassados do homem moderno utilizavam instrumentos de pedra há 3,4 milhões de anos, uma descoberta que muda a visão da ciência sobre Lucy, a avó mais famosa da humanidade, que viveu nessa época. A descoberta, que faz recuar em mais de 800 mil anos a utilização de instrumentos por parte dos antepassados do Homo sapiens, foi publicada na revista Nature.

    O Homo habilis, que viveu há 2,5 milhões de anos, foi assim chamado porque usou instrumentos. Isso tornou-se evidente quando se descobriu a espécie. Mas, mais recentemente, o achado de ossos de mamíferos com marcas de cortes junto a outros ossos de Australopithecus afarensis (a espécie de Lucy), em Gona, na Etiópia, pôs os antropólogos a pensar. A ligação directa entre ambos os achados acabou, no entanto, por não poder ser estabelecida, pois apareceram também, nas mesmas escavações, fósseis do gênero homo. Estes antepassados mais directos poderiam ter sido os utilizadores de instrumentos de pedra naquele contexto. 

    Agora, uma equipa coordenada pelo paleoantropólogo Zeresenay Alemseged, da Academia das Ciências da Califórnia (EUA), fez um achado na região de Afar, mais uma vez na Etiópia, que altera toda a história.

    De facto, os investigadores encontraram ossos de um grande mamífero, datados de há 3,4 milhões de anos, com marcas inequívocas de terem sido cortados por instrumentos de pedra. O objectivo teria sido retirar a carne do osso e também a medula óssea no interior para consumo, segundo os investigadores.

    Esta era a prova que faltava para ficar estabelecido que os Australopithecus afarensis eram utilizadores de instrumentos de pedra.

    «A partir de agora, quando imaginamos Lucy caminhando em busca de alimento no Leste africano, vemo-la pela primeira vez com um utensílio de pedra na mão, à procura de carne», afirmou Shannon McPherron, do Instituto Max Planck, na Alemanha, e co-autor do estudo.

    Para o líder da equipa, Zeresenay Alemseged, «esta descoberta faz recuar muito o momento a partir do qual os nossos antepassados mudaram as regras do jogo». E isso, disse Alemseged, permitiu-lhes explorar «novos tipos de alimentação e novos territórios».







Henrique Antunes Ferreira, jornalista/escritor
Lisboa, Estremadura, Portugal
Dos livros escritos, o primeiro de ficção (Abril 2008): «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola 1966/1968.



Antunes Ferreira, publicado em 23082010.